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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Devo usar totalmente minha bateria do laptop antes de recarregá-lo?

Na hora de usar o laptop a pergunta que fica é sempre a mesma. Será que eu tenho que deixar meu computador carregando até o final e depois descarregá-lo completamente? Posso tirá-lo e pô-lo na fonte quantas vezes eu quiser?

Bom, os laptops costumavam rodar com baterias de níquel-cádmio, que experimenta o “efeito memória” fazendo com que elas percam a capacidade ao longo do tempo, caso elas sejam recarregadas antes de acabarem de fato. Esse não é mais o caso.

Os laptops mais recentes usam baterias de íon-lítio ou de polímeros de lítio. Descarregar repetidamente essa bateria a zero não deve mudar nada, na verdade. Ela provavelmente não irá diminuir sua vida útil e sua capacidade global.

A única situação em que você pode precisar intencionalmente fazer a descarga completa da bateria é se o medidor interno de combustível digital, que acompanha a carga da bateria e faz os relatórios em seu computador, fica fora de sintonia como resultado de um longo prazo de armazenamento ou depois de muito uso intenso. Para isso, alguns computadores têm ferramentas de calibração embutidas, mas se o seu não tiver, carregue a bateria completamente e depois execute o computador até a que ela acabe, desativando os perfis de economia de energia.

E que tal remover a bateria totalmente para mantê-la por mais tempo? Os fabricantes de laptop oferecem conselhos conflitantes.

O mais recomendado: Se o notebook fica ligado a uma tomada por meses ou anos, retire a bateria e guarde-a em local fresco, com cerca de 50% de carga. Isto é especialmente válido se o seu computador fica muito quente, já que o calor é o inimigo dos íons-lítio. Agora, se você tira o laptop da alimentação elétrica, digamos, uma vez por semana ou até mesmo uma vez por mês, deixar a bateria no lugar dela é a melhor opção, porque sistemas inteligentes de carregamento fazem com que a bateria pare de carregar quando ela se aproxima de sua capacidade plena – não há necessidade de ficar tirando.

Muitos laptops ainda mantêm o controle da idade da bateria e deixam ela abaixo da sua capacidade para ajudar a prolongar a sua vida.

Agora faça bom uso tranquilamente do seu laptop. 


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Cientistas descobrem uma bactéria que produz hidrogênio do ar


Segundo uma nova pesquisa, um micróbio oceânico “faz” hidrogênio do ar. Sendo que o hidrogênio é considerado um combustível “ecológico”, o estudo pode abrir uma nova fronteira na busca de energia limpa e renovável. 

A cianobactéria chamada Cyanothece 51142 realiza fotossíntese durante o dia e fixa o nitrogênio durante a noite. O hidrogênio é um subproduto do processo de fixação biológica do nitrogênio. Quando se queima o hidrogênio, o principal subproduto é a água.

Todas as cianobactérias fazem oxigênio “quebrando” a molécula da água – que é a parte da fotossíntese. No entanto, o oxigênio é tóxico para a nitrogenase, a proteína chave que fixa o nitrogênio e produz hidrogênio.
Essa cianobactéria, entretanto, descobriu uma maneira de fazer as duas coisas na mesma célula, usando um ciclo diurno. Segundo os pesquisadores, durante o dia, o micróbio fixa dióxido de carbono através da fotossíntese, e o armazena em forma de glicogênio. 

À noite, ele recorre a esta energia armazenada. A energia que está saindo da utilização de glicose é então usada para as reações de nitrogenase que, por sua vez, produzem hidrogênio.

Mas o que faz essa estirpe de cianobactérias mais esperta do que as outras? Os cientistas dizem que elas sabem como dividir as atividades que devem fazer de dia e de noite. 

A bactéria produz de 5 a 10 vezes mais hidrogênio naturalmente do que qualquer outro micróbio conhecido. Ainda assim, os pesquisadores estão longe de estabelecer a infra-estrutura para uma economia de hidrogênio que colocasse as bactérias para trabalhar no mundo real.

O problema se resume a engenharia e física. Como “armazenar” o hidrogênio no lugar onde ele vai ser usado como combustível é o problema atual.

Ao contrário do carvão e do petróleo, o hidrogênio não é energia densa. Por exemplo, rodar um caminhão com a tecnologia de hidrogênio de hoje exigiria que o tanque de combustível do caminhão fosse da metade do tamanho da carga levada por ele.

Segundo os cientistas, o uso de paládio para armazenar o hidrogênio e, assim, torná-lo mais fácil de usar é muito caro. Os pesquisadores querem pesquisar mais e encontrar uma forma das novas descobertas resolverem o futuro da energia no mundo.

Até agora, testes foram feitos em laboratório. Os próximos passos serão a ampliar a tecnologia e implantá-lo no mundo real.

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