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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Internet transmitida pela luz já começa a funcionar

O conjunto com sensores e lâmpadas de LED economiza na conta de luz, desobstrui frequências de rádio e possibilita uma conexão sem fio de até 3 Mb/s
Foto: Kimm Anderson/AP
Seis prédios da prefeitura de St. Cloud, Minessota - Estados Unidos, trocam nos próximos dias a tradicional comunicação Wi-Fi entre os computadores e a internet por um novo sistema que transmite os dados através da luz. Ao invés de ondas de rádio, como no modelo sem fio atualmente difundido, o sistema utiliza apenas impulsos luminosos e é imperceptível ao olho humano.

Como funciona?
 
Conhecido como LVX (menção ao termo latim "lux" que significa luz), o projeto trata de iluminar os cômodos e prover o acesso à internet ao mesmo tempo. No lugar das lâmpadas convencionais, são instalados ao teto conjuntos com sensores e diversas lâmpadas de LED que piscam a uma frequência elevada para transmitir os dados.

Os computadores recebem um aparelho fotossensível capaz de captar impulsos luminosos e convertê-los novamente em informação. O caminho inverso é feito de maneira similar, lâmpadas localizadas no dispositivo ligado ao PC transmitem os dados novamente para a rede local. Uma lâmpada incandescente pisca cerca de 60 vezes por segundo e não se faz perceptível, o que o LVX faz é modular essa frequência para transmitir informações.

Para a prefeitura de St. Cloud, a adoção do sistema de US$ 10 mil é um investimento, já que o município pretende economizar com a conta de luz. Além de prover o acesso dos computadores à rede, as lâmpadas de LED garantem uma iluminação muito mais eficiente e consomem cerca de 36% da potência de um conjunto fluorescente.

Atualmente, a velocidade máxima do sistema gira em torno dos 3 Mb/s, mas seus criadores esperam aprimorar o conjunto. Outra vantagem do conjunto é que ele ajuda a desobstruir frequências de rádio, utilizadas por equipamentos Wi-Fi, telefones sem fio, TVs e telefonia celular. O LVX começa a ser comercializado nos próximos dias.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Por que não dá para ir mais rápido que a velocidade da luz?


Porque, quanto mais você corre, mais gordo você fica. Isso mesmo. E, antes de a velocidade do seu corpo chegar a 1,08 bilhão de km/h (a velocidade da luz), ele já terá mais massa que o Universo inteiro. Aí não há, nem nunca haverá, um motor forte o bastante para acelerá-lo. É o que a Teoria da Relatividade ensina: quanto mais um objeto é acelerado, mais massa ele ganha. Isso porque energia e massa são duas faces da mesma moeda – podem ser convertidas uma na outra. Bom, conforme um objeto vai aumentando de velocidade, a energia contida no movimento dele vai se transformando em massa. Você não percebe, mas isso acontece o tempo todo com tudo o que existe. Inclusive com o seu corpo, quando você dá um sprint na pista de cooper. Mas calma: o aumento de massa que a relatividade proporciona nessas condições não vai ameaçar sua dieta, já que ele é menor que 1 bilionésimo de grama. Se você correr a 1,07 bilhão de km/h, o equivalente a 99,9% da velocidade da luz, aí, sim, a situação fica preocupante: um homem com 80 kg passa a ter 2 toneladas. A exatamente 99,99999999%, a massa desse sujeito chegaria a 5 600 toneladas. E por aí vai: se desse para chegar a 100% da velocidade da luz, sua massa ficaria infinita. E tem outro problema: a relatividade mostra que, quanto mais rápido um corpo estiver, mais devagar ele envelhece. Aí, quando você chega perto do 1,08 bilhão de km/h, acontece um absurdo lógico: o tempo passa tão lentamente para você que, quando seu relógio tiver marcado um segundo, o fim dos tempos já terá chegado. Quer dizer: não existe tempo disponível no Universo para que você chegue à velocidade da luz. Nem nunca vai existir.